domingo, 26 de abril de 2020

Material para a semana 27 a 30 de abril

Alunos, estamos para começar as férias antecipadas. Assim, nesse período de 20 dias, corrigirei e devolverei as centenas de atividades que estão em meu e-mail. Fiquem atentos às devolutivas. Para esses 20 dias, a orientação é aproveitar o tempo sem lição para fazer a leitura do livro O Mundo Assombrado pelo Demônios.
Para essa semana, vocês deverão assistir os vídeos abaixo (todos, do Primeiro ao Terceiro) e pensar (Você não precisará escrever nada para entregar, mas registre suas ideias para não se esquecer delas, pois faremos uma discussão sobre esses pontos):
1) Por que precisamos da Ciência?
2) É desejável um mundo sem dúvidas?
3) A produção e difusão intencional de notícia falsa deve ser criminalizada?





segunda-feira, 20 de abril de 2020

Atividades para a semana de 20 a 24 de abril (não enviem nada em PDF!!!)

Primeiro Ano

Na aula passada, vimos que Esparta e Atenas desenvolveram modelos políticos e econômicos diferentes. Embora nas duas poleis a agricultura fosse a atividade econômica mais valorizada, em Atenas o comércio prosperou bastante, enriquecendo uma camada de comerciantes. Em Atenas, os pequenos proprietários formavam a base dos exércitos hoplitas e eles mesmos produziam em suas terras. Já os grandes proprietários eram donos de escravos. Em Esparta, as terras eram controladas pelo Estado espartano e trabalhadas pelos hilotas, submetidos à servidão (alguns autores os consideram escravos do Estado). Com o tempo, o governo de Atenas se tornou democrático, e mesmo os homens livres pobres podiam participar das assembleias. Em Esparta, o governo foi sempre aristocrático, controlado pela elite militar espartana. Essa diferença de perfil entre as duas cidades também influenciou na educação dos jovens: Atenas dava especial atenção à educação intelectual a fim de preparar os jovens (principalmente os da aristocracia) para os debates em praça pública, ao passo que Esparta concentrava sua atenção na formação militar dos meninos e adolescentes. Quanto às meninas, gozavam de mais autonomia em Esparta do que em Atenas, onde viviam restritas ao espaço da vida doméstica.
Para saber mais sobre a democracia ateniense, leia o texto A máquina que zelava por democracia ‘justa’ em Atenas, publicada em janeiro desse ano no site de notícias da BBC.

Segundo Ano

A decadência do sistema feudal teve como marco importante o século XIV, quando a Europa viveu uma somatória de episódios que exerceram forte pressão sobre ele. Primeiro, foi nesse período que nobres franceses e ingleses se engalfinharam em um longo conflito chamado Guerra dos Cem Anos (e que na verdade durou mais de cem anos, se prolongando de 1337 a 1453),  e que foi importante para a constituição das identidades e dos territórios dos reinos da França e Inglaterra. Foi também no século XIV que uma série de eventos climáticos comprometeu várias safras agrícolas, causando picos de carestia e fome em muitas regiões da Europa. Como consequência, os senhores feudais aumentaram a exploração dos camponeses, causando revoltas violentas, conhecidas como Jacqueries. Mas como desgraça pouca é bobagem, esse século conheceu também uma das piores epidemias que se abateu sobre a população europeia: a peste negra. Se vc está achando difícil superar pelo convid-19, veja como foi enfrentar a peste negra:




Terceiro Ano

Nas aula passada vimos que ao chegarem às terras onde hoje é o Brasil, os portugueses não a encontraram deserta. Ao contrário, ela era habitada por diversos povos, com línguas e costumes diferentes. Em um primeiro momento, os recém-chegados não demonstraram muito interesse pelas novas terras, uma vez que não encontraram ouro nelas e estavam mais interessados na exploração do comércio com os mercados orientais, cujas mercadorias eram imensamente lucrativas. Nesse período, que vai do descobrimento até 1530, não houve de fato colonização. Por isso falamos em Período Pré-Colonial e já o estudamos no final do Segundo Ano. A partir da década de 1530, com a decadência do comércio com o Oriente, os portugueses trouxeram para a América suas técnicas de produção de açúcar. Foi nos engenhos de açúcar que a mão-de-obra escrava africana foi mais empregada. Para conhecer um engenho de açúcar, assista ao vídeo abaixo


HP

Estou aguardando o levantamento bibliográfico dos temas dos grupos. Por enquanto, recebi apenas de um grupo.

Atualidades

Por causa do feriado do dia 21, voltaremos à gincana na terça-feira, dia 28. Lembrem-se que essa é a notícia em... inglês!!!!! Todos terão de estar a postos e somar esforços para descobrir a resposta. Lembrando: o grupo da Thyná segue à frente com 2 pontos!!!!



segunda-feira, 13 de abril de 2020

HP: Leituras iniciais para os grupos de pesquisa



Na última aula virtual de HP combinamos que cada grupo receberia algumas indicações iniciais de texto (abaixo) e que cada aluno deveria selecionar mais um texto além dos indicados. Cada grupo deve escolher um coordenador e os integrantes devem passar para ele o link selecionado. Até 04 de maio, o coordenador deve postar na seção de comentários do blog todos os links do seu grupo.

Depois que eu validar os links, cada aluno deverá escolher um texto para fichar. Quando o texto tiver menos de 03 páginas, o aluno deverá escolher um segundo texto. Quando o texto tiver mais de 12 páginas, o fichamento pode ser dividido entre dois ou mais alunos (desde que cada um fique responsável pelo mínimo de 06 páginas).

As orientações para o fichamento seguem abaixo. Os fichamentos devem ser enviados todos juntos pelo coordenador do grupo, por e-mail, até o final de maio.

Questão 1:
Por que os meios de comunicação e os produtos culturais frequentemente apresentam uma imagem estereotipada da população LGBTQ+?
Representação de LGBTs na mídia: entre o silêncio e o estereótipo
A temática homossexual na publicidade de massa para público gay e não-gay: conflito entre representação e estereótipos

Questão 2:
Por que a arte periférica não goza do mesmo prestígio da arte elitizada?
Cultura de periferia na periferia
Arte e cultura mudam representações sobre a periferia
A literatura marginal/periférica: cultura híbrida, contra-hegemônica e a identidade cultural periférica

Questão 3:
Qual é o papel da Educação na inserção de um indivíduo na sociedade?
ONU diz que maior escolaridade de adultos reduziria pobreza pela metade
A EDUCAÇÃO COMO MEIO DE INCLUSÃO SOCIAL
Experiências da desigualdade: os sentidos da escolarização elaborados por jovens pobres

Questão 4:
Por que a população periférica e suas manifestações culturais são vistas como ameaça?
A política que barra negros e pobres e ameaça a democracia da areia no Rio
Jessé Souza: O rolê da ralé ameaça a fronteira de classes
A classe média no espelho

Questão 5:
Que fatores explicam a prática recorrente de abuso de autoridade e violência por parte dos policiais?
Entre as polícias de SP, 84% das denúncias sobre abuso de poder incluem PMs
A polícia dos pobres: violência policial em classes populares urbanas
'Pedagogia do sofrimento' em treinamento alimenta violência policial, diz capitão da PM

Questão 6:
Como a vida das mulheres vítimas de abuso e assédio é afetada pelo tratamento negligente das autoridades?
Saúde ainda negligencia violência de gênero
A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
O pessoal torna-se político: o papel do Estado no monitoramento da violência contra as mulheres

Como fazer o fichamento?

1.   No topo de uma folha pautada ou ficha, identificar o texto que será fichado (título, autor, livro em que está etc.).

2.   Ler atentamente o texto, tirando dúvidas de vocabulário com ajuda de um dicionário (físico ou virtual) e grifando as ideias principais. Você pode registrar, à lápis, ideias-chave às margens do texto para facilitar o trabalho.

Atenção: você não precisa tirar TODAS as dúvidas de vocabulário. Avalie quando a compreensão de uma palavra é fundamental para você entender o sentido do texto.

3.   Ao longo da leitura, identificar as ideias principais de cada item ou subitem e anotá-las com suas palavras. Abra um item para cada ideia, fazendo uma lista de ideias.

Atenção: Você não precisa ter uma ideia importante por parágrafo. Às vezes, o autor escreverá vários parágrafos para transmitir uma ideia. Leia com a preocupação de entender um bloco de ideias. Lembre-se: a ideia central de um parágrafo ou conjunto de parágrafos é aquela estruturante. Exemplos, casos ilustrativos, detalhamento de ideias não são o eixo do texto.

4.   Além das ideias principais, você também pode anotar no seu fichamento conceitos importantes, questionamentos, comparações e outras informações suscitadas pelo texto.

5.   Registre ideias inteiras, com sujeito e predicado. Cada parágrafo anotado deve ser uma frase completa e não continuidade da frase anterior.

6.   Quando você desejar anotar uma frase exatamente como está no texto, use aspas para indicar que aquela ideia está nas palavras do autor. Sem fazer isso, você corre o risco de fazer plágio!

Para mais detalhes, assista ao viso abaixo



sábado, 11 de abril de 2020

Semana de 13 a 17 de abril

TODOS:
1. Lembrem-se de que nessa semana temos aula pelo Zoom. Anotem suas dúvidas para que eu possa ajudá-los e a aula ser proveitosa. 
2. As atividades aqui propostas devem ser enviadas por e-mail até dia 04 de maio. 
3. No próximo sábado, dia 25 de abril, às 18h, para quem quiser, faremos uma breve exercício de respiração e meditação para ajudá-los a controlar a ansiedade.

Primeiro Ano

Já estudamos as origens da civilização grega ao estudar os Períodos Homérico e Arcaico. Vimos como se formaram e que características tinham as cidades-Estado gregas. Na aula de hoje, vamos diferenciar dois modelos de cidade-Estado: as democráticas, como Atenas, e as aristocráticas (ou oligárquicas), como Esparta. 
Depois de assistir ao vídeo abaixo, faça uma tabela comparativa, indicando as principais diferenças entre esses dois modelos.


Segundo Ano

Nas aulas passadas, estudamos a formação do Feudalismo, com a formação dos reinos bárbaros e sua cristianização. A seguir, vimos as principais características do sistema, listadas abaixo de maneira resumida:

1) Descentralização do poder político: havia reis, mas o poder de fato era exercido pelos senhores feudais, responsáveis pela proteção militar, administração e aplicação da justiça nos feudos.
2) Os feudos eram principalmente terras (mas poderiam ser castelos, pedágios ou até certa quantidade de riqueza) que um nobre recebia de outro em troca de sua lealdade e apoio militar. O nobre que recebia o feudo era chamado de vassalo e aquele que cedia o feudo era o suserano.
3) As relações feudo-vassálicas eram pessoais, firmadas sempre entre dois nobres.
4) Quem trabalhava a terra eram os camponeses. Esses podiam ser livres (vilões) ou estarem submetidos à servidão. Nesse caso, estavam presos à terra onde viviam e à uma série de obrigações para com seu senhor.
5) Entre as obrigações feudais, estavam a corveia (trabalho compulsório no manso senhorial), a talha (parte da produção realizada no manso servil), a banalidade (obrigação paga pelo uso dos equipamentos do feudo, como formo e moinho), entre outras. Os camponeses também pagavam o dízimo para a Igreja.
6) A base da economia era agropastoril. O feudo produzia quase tudo o que era necessário para o sustento de seus habitantes. Não havia produção de excedente e a atividade comercial era inconstante e irregular. A moeda circulava pouco pela Europa ocidental, predominando as trocas naturais.
7) A sociedade era de tipo estamental, não havendo mobilidade social. Basicamente, a sociedade se dividia em três ordens ou estados: a nobreza, o clero e os trabalhadores. Os dois primeiros estados gozavam de privilégios.
8) A Igreja era a mais importante instituição feudal. Ela tinha grande influência em todas as esferas da vida medieval na Europa Ocidental, inclusive monopolizando o conhecimento erudito.

O sistema feudal se formou na Alta Idade Média e começou a entrar em crise na Baixa Idade Média.

Para entender como se deu a desagregação do sistema feudal, assista aos vídeos abaixo. Enquanto o assiste, elabore uma lista com as ideias principais oferecidas por eles, no mesmo modelo da lista acima, mas sem repetir informações que já estejam nela. 




Terceiro Ano

Vimos anteriormente como foram as relações dos portugueses com os reinos africanos durante o processo de Expansão Marítima. Também estudamos como se estabeleceu o negócio do tráfico negreiro na costa da África e dos impactos que causou nos reinos africanos. E como será que viviam os povos que viviam no Brasil antes da chegada dos portugueses? Assista ao vídeo abaixo e faça um desenho representando ao menos 5 (cinco) características da cultura Tupi que você julgou mais interessantes. Identifique-as com uma legenda e para cada uma escreva um parágrafo explicando por que você considerou essa característica merecedora de destaque.



segunda-feira, 6 de abril de 2020

Semana doa 04 a dia 08 de abril

ATENÇÃO: em reconhecimento às dificuldades que os alunos vêm tendo para fazer todas as atividades, aquelas propostas para serem entregues até dia 10 ficam prorrogadas para serem entregues ATÉ dia 17.

Os vídeos abaixo são complementares. Como não podemos fazer reuniões semanais pelo Zoom, usarei as reuniões a cada duas semanas PARA TIRAR DÚVIDAS (revezarei com a Andréa). Assistam aos vídeos, leiam os textos e registrem aquilo que querem esclarecer.

Próximos encontros:
05/04 - com um representante por grupo de HP pelo menos (19h)
05/04 - Atualidades/ Gincana 3o ano (20h)
11/04 - aula de História com 1o ano às 18h
11/04 - aula de História com o 3o ano às 19h
12/04 - aula de História com o 2o ano às 18h
12/04 - Gincana Atualidades às 20h
AGUARDEM ORIENTAÇÕES para as aulas de HP. Eu, a Ana e a Andéa estamos tentando organizar algo juntas.

Primeiro Ano:


Segundo Ano:



Terceiro Ano:




terça-feira, 31 de março de 2020

Propostas de pesquisa - HP

Galera do curso de HP, abaixo estão os problemas propostos a partir do curta Pixo pelos alunos presentes no encontro de hoje. Cada aluno deve escolher até a próxima terça uma das questões abaixo para ser objeto de investigação.



Questão 1:
Por que os meios de comunicação e os produtos culturais frequentemente apresentam uma imagem estereotipada da população LGBTQ+?

Questão 2:
Por que a arte periférica não goza do mesmo prestígio da arte elitizada?

Questão 3:
Qual é o papel da Educação na inserção de um indivíduo na sociedade?

Questão 4:
Por que a população periférica e suas manifestações +culturais são vistas como ameaça?

Questão 5:
Que fatores explicam a prática recorrente de abuso de autoridade e violência por parte dos policiais?

Questão 6:
Como a vida das mulheres vítimas de abuso e assédio é afetada pelo tratamento negligente das autoridades?

Questão 7:
Qual é o limite de aceitação social de um indivíduo que tenha praticado um crime (a prática de crime hediondo impede um indivíduo de ser aceito de volta na sociedade)?


segunda-feira, 30 de março de 2020

Atividades para dia 10 de abril

ATENÇÃO:
Seguimos aqui nossas aulas à distância, lembrando que a partir de hoje, dia 30 de março, teremos encontros semanais via Zoom. Às segundas, às 18h, atenderei o 1o ano e às 19h atenderei o 3o ano. Na terça, atenderei o 2o ano às 18h e o grupo de HP às 19h. A notícia da gincana de Atualidades será postada na terça via Whats App logo após a aula de HP (entre 19h40 e 20h)

Primeiro Ano

Leia o texto abaixo e faça as atividades que o acompanham:

A formação das cidades-Estado gregas iniciou-se por volta do século VIII a.C., durante o Período Arcaico. Como já vimos no vídeo anterior, desde alguns séculos antes existiam na Grécia núcleos urbanos em cuja praça central, a ágora, a população se reunia para escutar os debates entre os aristocratas. Esses debates giravam em torno de assuntos que diziam respeito a toda a comunidade. Como o poder ficava controlado só pela seleta camada dos aristocratas, dizemos que o governo era, então, oligárquico (oligos = poucos/ arquia = poder, governo).

Porém, com o passar dos anos, esses núcleos cresceram e tornaram-se mais organizados, evoluindo para a polis grega. A polis integrava um centro urbano, a área rural e, quase sempre, uma faixa litorânea (havia cidades no interior do continente sem litoral). O centro urbano dividia-se entre a acrópole, ou cidade alta, que era uma colina fortificada onde estava construído o principal centro religioso da polis, e a ásty, a cidade baixa, onde erguiam-se os prédios públicos, as oficinas, as habitações urbanas e a ágora. A maior parte da população vivia em aldeias na área rural e dedicava-se à criação de cabras e ovelhas, e principalmente ao cultivo do trigo, da oliveira e da uva.


1. O desenho acima é uma representação daquilo que seria o modelo da polis grega. Repare que as letras indicam cada uma de suas partes. Com base nas informações oferecidas pelo parágrafo anterior, você consegue identificá-las?

Ao mesmo tempo em que a polis crescia, o poder da aristocracia ampliava-se e, junto com ele, o domínio que esse grupo detinha sobre as terras. O resultado disso foi que as terras férteis - que já não eram muitas - acabaram concentradas nas mãos de poucas famílias. A medida que o número de pessoas vivendo nas comunidades também aumentava, as terras disponíveis ficavam mais escassas. Pequenos proprietários sem recursos acabavam endividados, perdiam suas terras e, não raramente, viam-se reduzidos à condição de escravos.
Por volta do ano 750 a.C. a gravidade da situação era tamanha, que os aristocratas perceberam a necessidade de tomar alguma providência para acalmar os ânimos da população insatisfeita. Assim, os governantes das polis começaram a promover expedições colonizadoras pelo Mediterrâneo, fundando dezenas de cidades em torno do Mar Negro, no norte da África e no sul da atual França e da Península Itálica. As novas cidades, como Bizâncio, Marselha e Nápoles, eram totalmente independentes das cidades-mãe, mas mantinham vínculos estreitos com elas. Isso foi importante para o mundo grego na medida em que estimulou a intensificação das trocas comerciais e os deslocamentos pela região que passaria a ser conhecido como Magna Grécia.


A colonização foi a saída encontrada pela maioria das cidades gregas para amenizar seus problemas sociais, mas não foi a única. Por exemplo, a belicosa Esparta achou mais interessante conquistar as terras de seus vizinhos no Peloponeso e submeter sua população, fazendo-a trabalhar para os espartanos. Em Atenas, a aristocracia escolheu alguns indivíduos muito prestigiados na sociedade para reformularem suas leis. No ano de 594 a.C., um desses homens, Sólon, decretou o cancelamento das dívidas e acabou com a escravidão por dívidas. Além disso, fez com que as leis fossem escritas para que a justiça aplicada sem que pairassem dúvidas sobre ela.

2. Que alcance tiveram essas reformas? Leia com cuidado o texto abaixo. Ele foi escrito em forma de poema pelo próprio reformador Sólon e nos revela um pouco de suas intenções:

Ao povo dei apenas tanto poder quanto o suficiente; não tirei seus direitos nem concedi mais. Quanto aos que tinham poder e eram honrados pela riqueza, procedi de igual maneira, para que não sofressem nada indecente. Levantei-me e proporcionei um forte escudo a ambas as partes e não permiti a ninguém uma vitória injusta.

(Sólon - Fragmento 3. Citado in: Rede, Marcelo - A Grécia Antiga. São Paulo: Saraiva; 1999, página 23)

Quando Sólon escreve que agiu de maneira a garantir que os poderosos e ricos não sofressem nada indecente, o que você acha que ele pretendia evitar que acontecesse com aquelas pessoas a quem ele se refere?


Tais mudanças foram ainda acompanhadas de outras duas inovações importantes: o surgimento da moeda e a criação do exército hoplita.

A moeda começou a ser usada na Grécia como marca de autonomia da cidade. Também servia para pagar o soldo dos mercenários (soldados estrangeiros contratados para lutar junto com o exército grego) uma vez que o pagamento habitual dos soldados, em terras, era proibido aos estrangeiros. Só mais tarde a moeda seria usada em larga escala no comércio, contribuindo para a expansão dessa atividade

Quanto ao exército hoplita, ele substituiu o heroísmo individual pela disciplina coletiva. Ou seja, o soldado não podia mais sair fazendo o que quisesse no campo de batalhas, mas precisava agir de maneira sincronizada com seus companheiros. A técnica de falange e os armamentos mais simples dos soldados hoplitas permitiram que agricultores sem sangue aristocrata também ingressassem no exército. Para muitos autores, isso contribuiu para que o direito à participação política fosse estendido até eles.



     Para os gregos, não podia haver melhor soldado do que o agricultor, já que tendo vínculos com a terra onde vivia, ele teria melhores razões para defendê-la. Além disso, os trabalhos no campo davam vigor e saúde, melhorando a disposição física para a guerra. Por essa razão, a agricultura era considerada a única atividade digna de um homem livre e era a principal ocupação da maioria dos cidadãos. Contudo, não custa lembrar: muitos gregos eram donos de terras, mas não pegavam na enxada. Quem fazia o trabalho pesado eram outros homens, muito pobres, ou escravos. Para os gregos, em geral, o trabalho era desmerecedor do homem livre e deveria ser passado para aqueles que, na cabeça deles, eram inferiores.

Segundo Ano

Assista ao vídeo abaixo:


Estabeleça três relações entre as informações do vídeo acima e o filme O senhor da guerra (ou seja, identifique três informações do vídeo acima que você reconhece no filme que assistiu anteriormente)

Terceiro Ano

Leia o texto abaixo e faça o que se pede adiante:

     Vimos anteriormente que a escravidão já existia na África muito antes da chegada dos primeiros europeus ao continente. Prisioneiros de guerra e de razias, mulheres e crianças sequestradas, criminosos e pessoas endividadas ou vitimadas pela miséria e, portanto, incapazes de proverem o próprio sustento, geralmente tinham como destino a escravização.
      Nesse tipo tradicional de escravidão, a maioria dos homens jovens costumava ser vendida para terras distantes, uma vez que eram eles que apresentavam maior predisposição para fugir ou iniciar uma rebelião. Já as mulheres e crianças, mais facilmente controláveis, compunham o grosso dos escravos mantidos pelos seus captores para ajudarem nos trabalhos cotidianos e para multiplicarem o número de dependentes do seu amo, aumentando-lhe a riqueza. A manutenção de escravos era um dos meios pelos quais um chefe de família podia ganhar prestígio e poder numa sociedade onde a importância de um homem era medida pelo tamanho da sua parentela e de seus dependentes, e pela riqueza produzida pelo seu grupo familiar.
      Homens, mulheres e crianças cativos que não eram aproveitados pela aldeia ou pelo reino que os havia aprisionado tinham como destino o mercado de escravos, que até a chegada dos europeus à costa atlântica foi controlado por árabes ou berberes islamizados. Além de servirem como importante moeda de troca nas transações comerciais feitas entre as diferentes regiões africanas, os escravos – sobretudo eunucos e mulheres jovens e belas – eram bens valiosos na Índia, na Pérsia e principalmente na Península Arábica, para onde eram exportados.
      A chegada dos europeus na costa ocidental da África fez com que o comércio de escravos deixasse de ser um negócio dentre outros e se tornasse uma das atividades econômicas mais importantes do continente.
      Até o século XVI, o interesse dos comerciantes europeus não esteve voltado prioritariamente para o negócio de seres humanos. Ouro, marfim e outros produtos africanos atraíam o interesse de mercadores que se dirigiam para as Índias Orientais pela rota do Atlântico e eram adquiridas nas feitorias instaladas em diversos pontos da costa africana.
       Assim, no período que se estende de 1450 a 1600, o número de escravos capturados para alimentar o comércio transatlântico seria de 409 mil indivíduos, provenientes em sua grande maioria da região da Alta Guiné. Estes escravos eram distribuídos pelo próprio continente africano, pelas ilhas atlânticas, pela Europa - onde eram utilizados, sobretudo, no serviço doméstico - e pelas colônias espanholas na América, especialmente para trabalharem nas minas de prata do Peru.
        Porém, a partir do século XVII, o crescimento do tráfico de escravos pelo Atlântico tendeu a crescer de maneira vertiginosa. Seriam 1.348.000 cativos entre 1601 e 1700, e 6.090.000 no século seguinte. No total, estima-se que mais de 11 milhões de pessoas foram arrancadas de sua aldeia e de suas famílias na África para alimentarem o tráfico num período de cerca de 400 anos. Os pontos de venda ampliaram-se e o comércio humano em larga escala passou a ser feito também de Luanda, de Costa da Mina e da Zambézia. Um número expressivo desse total foi trazido para portos do litoral brasileiro, principalmente o porto de Salvador e o do Rio de Janeiro.


No continente africano, o comércio de escravos era feito em três níveis: o local, entre aldeias e reinos próximos; o regional, no qual escravos capturados no interior do continente eram levados para mercados situados, em geral, no norte e nas costas oriental e ocidental da África; e o transoceânico, responsável pelo comércio de cativos para terras do além-mar, como as Américas, a Índia e a península Arábica.

1. Observe o mapa acima e fique atento à legenda (se necessário, use um dicionário).
a. De acordo com o mapa, qual foi a origem da grande maioria dos escravos trazidos para a América?
b. Que regiões da América receberam mais escravos? Em que atividade estes escravos eram usados?
c. Escolha três portos americanos de grande desembarque de escravos. A seguir, faça uma pesquisa pela internet ou em almanaques sobre a porcentagem de negros, brancos e pardos existentes hoje nessas regiões. A seguir responda: existe ainda uma relação entre o tráfico de escravos ocorrido entre os séculos XVI e XIX, e o perfil das populações da América? Sustente sua resposta com base nos dados coletados.

    
Durante todo o tempo em que o tráfico de escravos teve lugar na costa atlântica da África, os comerciantes europeus contaram com a colaboração de chefes e reis africanos nos seus negócios. Esse envolvimento ora foi mais ativos, ora menos, mas em nenhum momento os traficantes puderam prescindir dele. 
     Os portugueses foram os primeiros europeus a estabelecerem contatos com os africanos da costa ocidental da África. No início, os tratos entre eles aconteciam a bordo das naus, onde era realizado o escambo de artigos trazidos de além-mar pelos produtos da terra. Com o passar do tempo, construíram barracões e feitorias fortificadas em ilhas próximas à costa ou no litoral africano, sempre mediante a anuência dos reis ou chefes locais. 
     Desde o final do século XVI, franceses e ingleses passam a disputar o comércio atlântico com Portugal, buscando estabelecer também pontos de ocupação no litoral da África. Nessa concorrência pelo comércio do qual os seres humanos eram a mercadoria mais lucrativa, acabaram por participar das rivalidades internas dos reis e famílias africanos, alterando o equilíbrio de forças entre eles. A fixação dos estrangeiros no litoral da África dependia de uma série de negociações com os mandatários locais, que incluía a troca de presentes, a aceitação das regras impostas pelos chefes africanos e o pagamento de taxas e tributos. Aos europeus era quase sempre vetado o cultivo do solo, e proibido ou dificultado o avanço para o interior do continente. Por essa razão, o abastecimento daqueles que viviam nas feitorias dependia da colaboração das autoridades africanas. Caso ficassem insatisfeitas, elas podiam simplesmente interromper a oferta de escravos para os estrangeiros ou até cortar-lhes a água e o alimento indispensáveis à sobrevivência. E se porventura decidissem expulsá-los das fortificações, eram capazes de reunir exércitos numerosos e bem equipados, contra os quais mesmo as poderosas armas de fogo dos europeus não tinham vez. Por essa razão, os europeus buscaram quase sempre estabelecer contatos amistosos e alianças políticas e militares com reis e chefes africanos.
    No entanto, os efeitos da escravização em massa e da mercantilização do tráfico acabou por enfraquecer os estados africanos que, já na passagem do século XVII para o XVIII, se tornavam incapazes de impor suas regras aos estrangeiros. Estes, cada vez mais, foram se assenhoreando da situação até assumirem o controle dos negócios, ao lado dos comerciantes africanos, enriquecidos e alçados à condição de poderosos senhores. No início do século XIX, poucos eram os governantes africanos que ainda conseguiam impedir o avanço dos europeus sobre suas terras.